segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Desidratação: Como Prevenir Sintomas e Tratamento

A importância da ingestão adequada de água


A perda líquida relacionada ao calor pode ser extrema, portanto, a ingestão de água durante o verão deve ser bem maior do que o volume consumido nas estações mais amenas. No verão, ocorre um aumento de 30% do número de pacientes atendidos em centrais de emergência devido a problemas com hidratação. Nessa época do ano, a quantidade de casos de diarreia e infecções também sobe.



A população mundial, em especial a brasileira, não ingere a quantidade de líquido ideal. Não se pode esquecer que 2/3 de nosso corpo é constituído por água, assim, a proporção entre o total ingerido e o gasto deve manter um equilíbrio para que não ocorra uma desidratação.

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Quem sofre mais com a desidratação?


A desidratação gera muito mais problemas nos indivíduo situados em faixas etárias extremas, ou seja: crianças (principalmente com idade inferior a 4 anos) e idosos. Existe um grande número de idosos que buscam atendimento médico nos prontos socorros em virtude de problemas gerados pela desidratação. A procura é muito maior entre os meses de janeiro e fevereiro. Isso acontece porque, muitas vezes por estar acamado, o idoso tem o acesso dificultado à água, e muitos deles podem exibir uma característica peculiar: a perda da sensação de sede (bem menor em comparação com a população comum). Logo, é mais comum que idosos sofram com a desidratação.

Sintomas de desidratação


Certamente, o sintoma mais clássico da desidratação é a sede. Além disso, muitos sinais podem sugerir a desidratação. Por exemplo, no caso da população idosa, a falta de líquido pode causar confusão, desorientação e até mesmo delírios. Quando desidratados, os idosos também ficam mais propensos a sentirem tonturas, essencialmente ao ficarem em pé, algo comum em se tratando de uma desidratação moderada.

O exame físico de um indivíduo desidratado também é composto por sinais clássicos do problema, como boca seca e olhos encovados. Nos casos mais graves, o fornecimento de sangue arterial rico em oxigênio e nutrientes aos tecidos é diminuído, ademais, pressão arterial também pode cair, enquanto a frequência cardíaca pode aumentar, fazendo com que o paciente sofra uma taquicardia.

Quais são as opções para quem não gosta de tomar água?


Muitas pessoas alegam que não gostam de beber água. De fato, a água em si é fundamental. Porém, existem outras opções, como a água de coco, que é excelente, devido à reposição de eletrólitos.

Além disso, existem muitas frutas com concentrações significativas de água, o que ajuda a suplantar as necessidades líquidas do indivíduo. O destaque fica com a melancia e o abacaxi, sejam consumidos na forma pura ou por meio do preparo de sucos.

Diagnóstico de desidratação


O diagnóstico deve ser feito com base nos sinais cardinais citados. Desse modo, uma criança desidratada exposta a uma temperatura elevada tende a suar mais e demonstrar abatimento, enquanto o idoso tende a ficar confuso e irritadiço.

Com relação à boca seca, é preciso ter cautela, pois nem sempre ela está relacionada a um quadro de desidratação. Ocasionalmente o individuo poderá respirar de forma excessiva pela boca, o que pode deixar a boca mais seca que o normal. É necessário correlacionar um conjunto de sintomas para determinar se o paciente realmente está desidratado.

Como prevenir a desidratação


Para pessoas que frequentam locais como parques e praias, é necessário ter cuidado com os alimentos ingeridos devido principalmente aos riscos de intoxicação alimentar, provocando diarreias e consequentemente desidratação. Ademais, deve-se evitar o consumo de bebidas gaseificadas (como refrigerantes) e ricas em cafeína.

Para prevenir a desidratação, é importante que a ingestão de água seja ampliada, para assim equilibrar o volume eliminado pelo corpo. O ideal é que o indivíduo consuma em torno de 30 a 50 ml/kg. Assim, uma pessoa com 70kg deve beber, no mínimo, 2l de água por dia (equivalente a tomar 8 a 12 copos de 270ml de água), medida que para algumas pessoas pode chegar até quase 5 litros. Substancialmente no verão, a grande dica consiste em distribuir o consumo da água no decorrer do dia, em vez de consumi-la em excesso por algumas poucas vezes, pois isso poderá fazer com que o indivíduo permaneça um longo período sem ingerir o líquido.

Caso o indivíduo sofra um aumento da perda líquida, devido, por exemplo, ao aumento da temperatura ou ocorrência de uma diarreia, a ingestão de água deve aumentar por meio de proporções pequenas consumidas ao longo do dia.

A água não deve ser consumida apenas devido à sede, mas em virtude da necessidade diária do organismo, a qual é ampliada durante o verão.

Como tratar a desidratação


O ideal é que a desidratação seja tratada por via oral. A reposição efetuada em casos emergenciais deve ocorrer somente quando o paciente estiver impossibilitado de fazer a ingestão do líquido pela via oral. Portanto, o primeiro suprimento líquido deve ser providenciado em casa, pelo próprio paciente. Entretanto, caso ele vomite, ou esteja extremamente sonolento ou sua pressão arterial tenha sofrido uma queda abaixo do esperado, será necessário buscar auxílio médico.

Soro caseiro


Nas situações em que a desidratação for moderada ou grave, não se pode esquecer do soro caseiro (principalmente se o indivíduo for criança ou idoso). Esse soro pode ser facilmente preparado. Basta adicionar 2 colheres (sopa) de açúcar e 1 colher (chá) de sal em 1 L de água fervida ou filtrada. O soro proporciona a quantidade de eletrólitos necessários ao organismo.

Quando procurar por ajuda médica


A busca por atendimento médico deve ocorrer diante da resposta negativa do indivíduo quanto ao tratamento habitual, que consiste na reposição hídrica efetuada através do consumo de frutas e água de coco, por exemplo.

Créditos: depilacaoalaser.blog.br

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